Uma pesquisa realizada pelo Instituto IBOX em Mojuí dos Campos revelou um cenário político desafiador para o atual prefeito, Jailson Alves. Segundo o levantamento, 58,44% dos entrevistados consideram que o prefeito “não está fazendo um bom trabalho”, e 50,94% acreditam que ele não se reelegeria se as eleições fossem hoje.
Apesar de 44,38% avaliarem sua gestão como “regular”, o índice de aprovação (somando ótimo e bom) alcança apenas 33,44%, contra 22,19% de desaprovação direta.
Na corrida eleitoral para a prefeitura, o opositor Marco Antônio desponta na liderança com 41,25% das intenções de voto, seguido por Jailson, com 23,75%. Vanderlei Barroso aparece em terceiro lugar, com 17,19%. O prefeito também lidera o índice de rejeição, com 28,13%.
Em relação aos cargos estaduais e federais, o cenário ainda é de alta indecisão: 70,35% dos eleitores não sabem em quem votar para deputado estadual e 68,75% estão indecisos para governador. Para presidente, Bolsonaro lidera com 29,38%, seguido por Lula com 16,56%. Já na disputa para o Senado, Celso Sabino aparece na frente com 35,31%.
Os resultados indicam um momento de desgaste político para a atual gestão municipal e uma vantagem considerável para a oposição em Mojuí dos Campos.
A leitura dos dados mostra que o eleitorado do município vive um período de incerteza e busca por novas lideranças. A avaliação predominantemente regular da atual administração demonstra que parte significativa da população reconhece algum esforço do governo, mas cobra mais resultados práticos e políticas públicas que impactem diretamente o dia a dia da cidade. O alto índice de rejeição e a percepção negativa sobre o desempenho do prefeito indicam que a comunicação entre a gestão e a comunidade pode estar fragilizada, abrindo espaço para discursos de renovação política.
Por outro lado, a liderança de Marco Antônio revela o fortalecimento da oposição e o desejo por mudanças na condução administrativa de Mojuí dos Campos. Mesmo com uma parcela ainda indecisa, o cenário tende a favorecer quem conseguir traduzir melhor as demandas locais e apresentar propostas concretas para áreas como infraestrutura, saúde e geração de emprego. Com as eleições se aproximando, o quadro político da cidade promete intensificar-se, colocando em evidência o contraste entre a continuidade da gestão atual e o apelo por uma nova direção.




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